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Produtores de SC conhecem tecnologia de ponta aplicada à atividade leiteira no PR

MB Comunicação

Produtores de gado leiteiro de duas turmas do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do norte catarinense (Irineópolis e Porto União) participaram, recentemente, de uma viagem técnica à Fazenda Freyhardt, situada em Porto Vitória, no Paraná. A iniciativa foi organizada pelo SENAR/SC.

O objetivo foi colocar produtores em contato direto com uma tecnologia de ponta aplicada à atividade leiteira, ou seja, um sistema de robôs que faz a ordenha em um modelo de confinamento de vacas holandesas, do tipo free stall. Com esse modelo, é possível gerar mais de 170 indicadores no histórico diário do animal.

A supervisora regional do SENAR/SC, Carine Weiss, o supervisor do vale do Itajaí Gerson e a supervisora técnica da entidade que acompanharam a missão, Taiane Caroline Plautz Pscheidt, destacam que entre os principais indicadores analisados com o sistema na propriedade estão as questões relacionadas à produção do leite como temperatura, qualidade, número de ordenha, quantidade de alimentação, entre outros.

Segundo Taiane, a ação também oportunizou mostrar uma criação de bezerras modelo. Lá eles têm baias individuais para recém-natas e baias coletivas a partir dos 14 dias de vida. A propriedade conta com indicação de calendário sanitário e calendário vacinal. A recria das novilhas é 100% no cocho, além de contar com área para descanso. “Tem pasto, mas toda a nutrição está balanceada no cocho, onde elas recebem silagem de milho, além de ração concentrada de 18%”.

CARACTERÍSTICAS GENÉTICAS

Outro aspecto observado pelos produtores foram as características genéticas. “Mostramos, na prática, o que são vacas ideais para produção de leite trabalhando a parte genética, fenótica e de enterose dos animais. Também destacamos as características que devem ser observadas em um animal, quais características podem nos apontar se terá boa aptidão leiteira ou não, qual será a longevidade do animal dentro da propriedade com as características observadas e toda a parte de nutrição e sistema de ambiência das vacas confinadas. Mostramos os prós e contras, tanto no sistema free stall quanto no de Compost Barm, entre outros aspectos”, explicou Taiane.

Segundo o técnico de campo Luís Henrique Schaitz, o feedback dos produtores foi muito positivo, tanto que pediram para que o SENAR/SC aprofunde o tema com a promoção de um dia de campo que aborde temas relacionados principalmente à genética. “Que sonho aquilo tudo! Pessoas muito ocupadas, mas que tiraram um tempo para nos receber. Aprendi muito, principalmente no que se refere ao cuidado das bezerrinhas”, destacou Laura Nogara, de São Roque.

A produtora Sonia Braz de Oliveira, de Campo do Meio, conta que uma novilha acabou de nascer em sua propriedade, o que oportunizou colocar em prática o que aprendeu na fazenda. “Realmente foi um dia muito proveitoso! Parabéns aos organizadores. Já estamos esperando a próxima missão”.  

Também acompanharam a missão as técnicas de campo de Itaió, Ituporanga e Porto União.  

ATEG LEITE

A coordenadora estadual da ATeG em SC Paula Coimbra Nunes destacou a importância da viagem técnica para novos conhecimentos e contato com experiências bem-sucedidas para promover ainda mais inovações nas propriedades. Segundo ela, hoje a ATeG atende 4.800 produtores divididos em 160 grupos em todas as regiões do Estado de Santa Catarina. Estamos felizes com tantos feedbacks positivos tanto das ações no dia a dia da ATeG quanto das atividades extras como essa viagem técnica, por exemplo”.  

O superintendente do SENAR/SC, Gilmar Zanluchi, ressalta que o programa vem sendo essencial para fomentar a pecuária leiteira em Santa Catarina. "Com a ATeG os produtores estão investindo em novas técnicas de gestão, controle e tecnologias, manejo, entre outros aspectos que melhoram os resultados tanto na genética do rebanho quanto na elevação da produtividade".

O presidente do sistema FAESC/SENAR-SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta a satisfação com os resultados do programa. Segundo ele, as propriedades rurais estão adotando práticas e tecnologias que estão contribuindo cada vez mais para a inovação no campo. “Os resultados das visitas técnicas e gerenciais nos surpreendem positivamente com aumentos expressivos de produtividade e redução de perdas nas propriedades rurais catarinenses”.